quarta-feira, 14 de março de 2018

PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ COMEMORA 295 ANOS

Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré, de Vitória do Mearim, a quinta mais antiga do Maranhão, comemorando os seus 295 anos de existência em março de 2018





Daqui a cinco anos, portanto, 300 anos da Paróquia; 300 anos da definição de um projeto de evangelização e colonização permanente na Ribeira do Mearim, do qual resultou primeiramente o Arraial da Vitória, primeiro povoado que "vingou" na Ribeira do Mearim.


Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré

Esta e as demais fotos da Missa Solene do dia 18/03/2018
celebrada na Quadra Coberta ao lado da Igreja

Padre Isaas Silva









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PUBLICAMOS ABAIXO ARTIGO DE WASHINGTON CANTANHÊDE SOBRE A PARÓQUIA DE N. S. DE NAZARÉ



PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ 
DO MEARIM, 
A QUINTA PARÓQUIA CRIADA NO MARANHÃO

Washington Luiz Maciel Cantanhede

Em 1722, segundo Bernardo Pereira de Berredo e Castro, em seus famosos Anais Históricos do Estado do Maranhão, escritos em 1723 e publicados em 1749, as margens do Mearim, por ele considerado o príncipe soberano de todos os rios da Capitania do Maranhão, estavam povoadas somente a cerca de dez léguas de sua boca e com menos de setenta moradores. A região já sediara seis engenhos de açúcar de grosso rendimento e ainda conservava três naquela época, embora “de pouca utilidade, por falta de fábrica, desamparados todos os mais dos senhores deles por sobrado receio do gentio de corso”.

Apesar da existência precedente da igreja de São Lourenço, do Convento de Na. Sra. das Mercês, erigida à margem do rio anos antes, foi somente em 1723 que a Metrópole reconheceu oficialmente uma igreja no Mearim, construída recentemente.

No ano anterior, D. Frei José Delgarte, quarto bispo do Maranhão, comunicara a El-Rei D. João V que “José da Cunha d’Eça, fidalgo da Casa Real e Capitão-mor que fora da mesma Capitania, se resolvera a abraçar o estado eclesiástico, pelo que lhe conferira as ordens necessárias e o persuadira, visto possuir bens de fortuna, a levantar uma igreja na Ribeira do Mearim, onde já existiam 500 almas privadas de sacramentos, ao que o dito padre atendera não só edificando a igreja como também dotando-a de um curral de gado, meia légua de terra, quatro escravos e mais abegoaria necessária e paramentos suficientes de três cores, naveta, turíbulo, caldeirinha e sino”.

Por isso, El-Rei mandara admiti-la ao seu real padroado, e confirmava o referido padre como seu prelado, consignando-lhe a côngrua anual de 50$000 réis. Fizera isto através da Resolução Régia de 18 de março de 1723.[1]
Nascia, assim, com a nova igreja, a Freguesia da Ribeira do Mearim, fator de aglutinação populacional naquela época de intenso fervor católico – um templo e o respectivo vigário, que até então não existia, para cuidar das quinhentas almas privadas de sacramentos que, em sua maioria, viviam dispersas por toda a região que margeia o baixo curso do referido rio.
Edificada a igreja e dotada de curral não muito distante, em lugar desde logo conhecido como Curral da Igreja, tudo em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, em 1734 já recebia a visita do Pe. João Rodrigues Covette, no período de 8 a 16 de novembro, em que foram ouvidas, aproximadamente, trinta pessoas, previamente notificadas, num procedimento inquisitório referente a práticas de concubinato, “amancebamento” e “ilícita amizade” de moradores do Mearim. A primeira testemunha a ser ouvida foi o vigário Pe. Joseph de Morais Pimenta. Ao final, os culpados foram punidos com admoestações, prometendo “emenda”, como filhos da Igreja.[2]

Em 1752, de 14 a 17 de janeiro, recebeu a visita do bispo D. Fr. Francisco de Santiago, ocasião em que foram ali crismadas 335 pessoas.[3]

Nesse ínterim, pela primeira vez, a Coroa Portuguesa preocupava-se verdadeiramente com a administração civil dos seus interesses na Ribeira do Mearim, região do Maranhão já habitada por muitos colonos. Pela Provisão de 10 de março de 1747, Dom João, Rei de Portugal, fizera saber ao ouvidor geral da Capitania de São Luís do Maranhão que aprovara sua solicitação, datada de 15 de setembro de 1743, para que se criasse em cada um dos distritos da Parnaíba, das Aldeias Altas e do Mearim “hum juiz ordinário com seu escrivão e meirinho”, declarando: “(…) por ser conveniente ao serviço de Deus e mais útil a meus vassalos, sou, outrossim, servido que nos ditos rios Mearim e Pindaré tão somente se crie de novo um juiz ordinário com seus oficiais escrivão e meirinho, por ser muito de se virem aqueles moradores a essa cidade e os juízes dela irem àqueles rios a negócios de justiça, devassas de mortes e roubos cometidos nos ditos rios, tanto pelo longe e perigos do mar, como pela dificuldade de condução e gastos para eles de canoas e remeiros, pelo que se vos ordena façais as ditas criações e divisões na forma apontada nesta minha ordem” – [com atualização ortográfica e pontuação que não consta no original].[4]

Trata-se da criação do Julgado do Mearim, o marco inicial da emancipação político-administrativa e da história da Justiça em terras da Ribeira do Mearim. Essa circunscrição administrativa e judiciária não tardou a ser instalada e documentos da época dão conta de que desde sempre tinha sua sede em lugar diverso da sede da freguesia. Esse novo lugar outro não era senão o denominado de Vitória, que, praticamente, nasceu juntamente com a instalação do julgado.

Prosseguia a vida tranquila daqueles colonos católicos na última quadra do Século XVIII, agora divididos em dois pequenos povoados, a sede da freguesia, com sua igreja matriz, e a do julgado, com seu juiz ordinário para decidir sobre pequenos litígios e dar providências de ordem administrativa. A consistência do local onde estava sediada a freguesia era, entretanto, desfavorável à permanência do templo ali, em razão do problema secularmente evidenciado: terreno baixo e alagadiço e que, por isso, não resistia à fúria das enchentes e à erosão decorrente do fenômeno, que provocava a queda das barreiras, destruindo até ruas inteiras. Já a sede do Julgado era imune às enchentes, por ser mais alto.

Passando de uma geração para a seguinte, chegou até os nossos dias o relato oral de que, por causa dessa impropriedade do terreno, foi o projeto da freguesia abandonado ali onde se iniciara e decidiram-se os moradores a procurar outro local para a igreja e o povoado que, naturalmente, em torno dela novamente cresceria. A propósito, César Marques, no Dicionário Histórico-Geográfico da Província do Maranhão (1870), precisamente no verbeteMearim (Vila), registrou ter encontrado na Vila da Vitória, quando nela esteve em 1865 e 1866, a seguinte narrativa oral, feita pelos mais idosos moradores: “A primeira vila foi assentada no lugar chamado Sítio Velho entre o curral da igreja para a parte de baixo e o Bonfim para cima, à margem esquerda do rio. Aí existiu a primeira igreja, e foi a sede da freguesia”.

Com algumas modificações fantasiosas, essa é a tradição oral vigente até hoje.

A decisão sobre a mudança da sede da freguesia teria partido do governador do Maranhão, Joaquim de Melo e Póvoas, segundo a narrativa ouvida por César Marques. Contava-se que, visitando o lugar e vendo sua impropriedade, o governante encarregara o alferes de cavalaria Félix Mendes de Faria, filho de Alcântara, de comandar a transferência para um lugar adequado. Então, este escolheu o lugar atual, distante do primitivo quatro léguas pelo rio e duas por terra.

Comprova-se hoje, em parte, a narrativa oral colhida por César Marques. Presta-se a isso uma carta do provedor-mor da Fazenda Real no Maranhão, Henrique Guillon, datada de 25 de setembro de 1776, endereçada ao rei de Portugal, D. José I, “sobre a necessidade de construção de uma nova igreja na Freguesia de Nossa Senhora de Nazaré, na Ribeira do Rio Mearim”.[5]

Na carta, o Provedor lembra que Sua Majestade, mediante resolução, tomada em consulta do Conselho Ultramarino de 1723, mandara admitir ao seu real padroado a igreja matriz daquela freguesia, erigida e dotada de patrimônio por José da Cunha d’Eça. Em seguida, expõe o dito Guillon como evoluíra a situação da igreja e de seu patrimônio até aquela data, concluindo por apontar a necessidade de uma nova igreja para a Freguesia, pois se achava totalmente arruinada a que existia, carente de ornamentos decentes e prestes a afundar, porque as enchentes do rio, pelo tempo do inverno, vinham cabalmente diminuindo a faixa de solo em que fora erguido o prédio. Por isso – acrescenta –, a requerimento dos moradores, fora pessoalmente à Ribeira do Mearim, onde examinara com eles lugar capaz para sediar uma nova igreja, construção com a qual alguns moradores já haviam principiado a colaborar, cedendo materiais. Por tudo isso, propunha a edificação do novo templo, à custa da Fazenda Real.

Assim, restou comprovada a tradição oral, com algumas modificações, é verdade, mas abonando definitivamente o que até agora era dito sem lastro em fontes históricas primárias.

Seguiu-se a construção da nova igreja. Agora na sede do Julgado do Mearim, o Arraial da Vitória. Sabendo-se que o seu teto ainda era de palha em 1827, quando sofreu um incêndio (relato de César Marques, hoje confirmado por documentos da Arquidiocese de São Luís, localizados no Arquivo Público do Estado), conclui-se que até então era uma construção precária, vale dizer, inacabada.

De 1776 em diante, consolidou-se o Arraial da Vitória (nome presumivelmente adotado para lembrar o êxito do novo sítio da povoação), cuja manutenção e crescimento dependiam de igreja e pároco por perto, o imprescindível socorro espiritual com que os moradores poderiam contar. Afinal, a Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré já estava em nova sede, a salvo das enchentes que inviabilizaram a sua permanência na parte mais baixa do Rio Mearim.

Nesse povoado que, depois de emancipado em 1833, seria a atual cidade de Vitória do Mearim, perduraria, até esse ano, o Julgado do Mearim, quando foi extinto.[6]

A partir da criação do Município de Vitória do Mearim (1833) e até a posse do atual pároco, Pe. Isaac Góis (março de 2017), a Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré teve, essencialmente, à sua frente os seguintes párocos: no século XIX, José Lourenço Bogea e João Emiliano do Lago; no século XX, Eliud Nunes Arouche e Sergio Ielmetti. Os últimos párocos, já neste século, foram Franco Manetti e João Batista.

A igreja de Nossa Senhora de Nazaré, matriz da paróquia de mesma invocação – até meados dos anos 1970 pertencente à Arquidiocese de São Luís do Maranhão, e desde então integrante da Diocese de Viana –, é um templo localizado de frente para o Rio Mearim, no centro antigo da cidade de Vitória do Mearim.

Incendiada em 1827, reconstruída, em pedra e cal, e reformada aos poucos, principalmente mediante esforços financeiros da própria comunidade católica ao longo de quase cem anos, quando o Padre Eliud Nunes Arouche aqui chegou para entregar a sua vida em prol deste povo, ele a entendeu ainda inacabada.

Até fins dos anos 1800, o templo foi o principal cemitério da região. Naquele século e no Século XX, a construção sofreu várias alterações na fachada e no seu interior.

A Lei Orgânica do Município de Vitória do Mearim, de abril de 1990, determinou que a igreja matriz de Nossa Senhora de Nazaré e o seu anexo fossem tombados como patrimônio histórico-cultural do Município. Mas nenhum instrumento de proteção a esse tão valioso bem cultural existia até 1999. Foi quando o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) procedeu ao inventário arquitetônico do templo e dos objetos sacros do seu interior, datando-os, na medida do possível, e descrevendo-os tecnicamente, além de fotografá-los e codificá-los em numeração integrada ao conjunto dos bens da mesma natureza existentes no Brasil. São mais de cinquenta itens com grande valor histórico, dada a sua antiguidade, e/ou valor artístico, dados o esmero com que foram criados ou o estilo de arte a que se filiam.

Por decreto do poder executivo municipal, editado no dia 21 de abril de 2017, em atendimento a solicitação que pouco antes lhe fizera a Academia Arariense-Vitoriense de Letras, com a aquiescência da Paróquia, esse conjunto foi tombado pelo Município de Vitória do Mearim, que, dessa forma, assumiu, ainda que apenas formalmente, as responsabilidades que lhe competem quanto a essa matéria.

Daqui a apenas 5 anos, completar-se-ão, portanto, 300 anos de existência da Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré, a quinta mais antiga do Maranhão, superada apenas, nesta ordem, pelas de Nossa Senhora da Vitória da Sé Catedral (São Luís), do Apóstolo São Matias de Tapuitapera (Alcântara), de Nossa Senhora da Conceição da Vila de Santa Maria do Icatu (Icatu) e de Nossa Senhora do Rosário do Rio Itapecuru (Rosário).

Fonte: 

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[1] MARQUES, César. Dicionário Histórico Geográfico da Província do Maranhão. verbete Mearim (Freguesia).
A Resolução foi lançada, por simples despacho, como frequentemente acontecia, no frontispício de parecer do Conselho Ultramarino acerca da consulta originada da comunicação do Bispo. Limita-se à expressão “Como parece”, seguida de local (“Lisboa Ocidental”) e data (“18 de março de 1723”), e encerrada pelo autógrafo real. Esse documento consta do acervo do Arquivo Histórico Ultramarino (Portugal), hoje à disposição para consulta, em meio digital, nos arquivos públicos do Brasil, e também pela Internet (AHU-ACL-CU-009, Caixa: 13, Doc.: 01352, 1722.dezembro.15). Foi reproduzido em CD-Rom, no âmbito do Projeto Resgate de Documentação Histórica Barão do Rio Branco, desenvolvido pelo Governo da República Federativa do Brasil, e está catalogado em: BOSCHI, Caio C. Catálogo dos manuscritos avulsos relativos ao Maranhão existentes no Arquivo Histórico Ultramarino (Lisboa). São Luís: Funcma/AML, 2002. Página 69.
[2] Autos de Visitação feita no Rio Mearim, Freguesia de Na. Sra. de Nazaré (1734), pelo Revmo. Pe. Visitador João Roiz Covette – Arquivo Arquidiocesano de S. Luís-MA/Arquivo Público do Estado.
[3] Livro mais antigo de registro de batismos da Paróquia de Na. Sra. de Nazaré (1744-1773), consultado pelo autor em 1998, hoje desaparecido da Secretaria da Paróquia de Vitória do Mearim.
[4] AHU-ACL-CU-009, Caixa: 29, Doc.: 03002, 1747.março.10. CD-Rom. BOSCHI, Caio C. Catálogo dos manuscritos avulsos relativos ao Maranhão existentes no Arquivo Histórico Ultramarino (Lisboa). São Luís: Funcma/AML, 2002. Página 130.
[5] AHU-ACL-CU-009, Caixa: 50, Doc.: 04898, 1776.setembro.25. CD-Rom. BOSCHI, Caio C. Catálogo dos manuscritos avulsos relativos ao Maranhão existentes no Arquivo Histórico Ultramarino (Lisboa). São Luís: Funcma/AML, 2002. Página 206.
[6] Proclamada a Independência do Brasil e outorgada pelo Imperador D.Pedro I sua primeira Constituição, foram, pela lei de 17 de outubro de 1827, criados os juízos de paz para as freguesias e distritos e, pelo Código de Processo Criminal do Império, de 29 de novembro de 1832, efetivamente extintas as figuras dos juízes ordinários e vintenários, passando a existir, além dos juízes de paz, os conselhos de jurados, os juízes municipais e os juízes de direito.
Na esteira da reorganização judiciária do País, determinada pelo Código de Processo, em 19 de abril de 1833 o Conselho Geral da Província do Maranhão criou, entre outras, a Vila do Mearim, instalada a 7 de janeiro de 1834. O Conselho, em sessão de 29 de janeiro de 1834, nomeou, dentre listas tríplices elaboradas pela Câmara Municipal da Vila do Mearim, para juiz municipal o vereador João Duarte Dornelles, e para promotor público João Francisco Serejo.
Iniciava-se, então, uma nova etapa do processo histórico, no qual as funções executivas e judiciárias (e também as legislativas) do Estado passaram a ser exercidas separadamente, processo que nos conduziu ao que hoje vivemos.
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RELAÇÃO NOMINAL DOS VIGÁRIOS 
DA PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ

DE VITÓRIA DO MEARIM, POR ORDEM CRONOLÓGICA





  (Contempla os párocos “colados” e os vigários 
  encomendados e encarregados)

SÉCULO XVIII

Pe. José da Cunha d’Eça (morava em Belém-PA e não exerceu o 
paroquiato; apenas mandou erigir a primeira igreja, construção 
precária, dotando-a de patrimônio – terras, gado, alguns 
escravos e objetos sacros)
Pe. José de Morais Pimenta
Pe. José de Melo Barbosa
Pe. Francisco Xavier de Araújo
Pe. João Antônio da Encarnação
Pe. João Pereira de Cáceres
Pe. Felipe Néri de Faria
Pe. Inácio Raimundo Viana
Pe. Francisco José Barbosa

SÉCULO XIX

Pe. Francisco José Barbosa
Pe. Inácio Homem de Brito
Fr. João Vidal do Menino Jesus
Fr. Manoel dos Santos Oliveira
Pe. Antonio Raimundo de Miranda
Fr. Antonio Joaquim de Brito
Fr. Antonio Manoel dos Santos
Pe. José Lourenço Bogea
Pe. João Emiliano do Lago
Pe. Antônio Firmo da Costa Sanches
Pe. Manoel  Viriato de Araújo Bogea
Pe. João Batista Teixeira
 Pe. Mariano de Faria Brito
Fr. Afonso de Castelo de Lecco (capuchinho italiano)
Pe. João Manoel de Freitas

SÉCULO XX

Pe. João Manoel de Freitas
Pe. Hildebrando Arati
(...)
Fr. Inácio Maria Ispre (capuchinho italiano)
(...)
Pe. Eliud Nunes Arouche
Pe. Sergio Ielmetti (italiano)

SÉCULO XXI

Pe. Sergio Ielmetti (italiano)
Pe. José Maria .......
Pe. ....... Ferreira
Pe. Franco Manetti (italiano)
Pe. João Batista ........
Pe. Isaac Góis
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Autor:  
Washington Luiz Maciel Cantanhede (março de 2018).
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FONTES PRINCIPAIS:

AHU-ACL-CU-009, Caixa: 13, Doc.: 01352, 1722.dezembro.15.  
Documento reproduzido em CD-Rom, no âmbito do Projeto Resgate 
de Documentação Histórica Barão do Rio Branco, desenvolvido pelo Governo da 
República Federativa do Brasil. Catalogado em: BOSCHI, Caio C. Catálogo dos manuscritos a
vulsos relativos ao Maranhão existentes no Arquivo Histórico 
Ultramarino (Lisboa). São Luís: Funcma/AML, 2002. Página 69.

Autos de Visitação feita no Rio Mearim, Freguesia de Na. Sra. de Nazaré (1734),  
pelo Revmo. Pe. Visitador João Rodrigues Covette - Arquivo Arquidiocesano 
de S. Luís-MA/Arquivo Público do Estado.

Livro mais antigo de registro de batismos da Paróquia de Na. Sra. de Nazaré 
(1744-1773), consultado pelo autor em 1998, hoje desaparecido da Secretaria da Paróquia 
de Vitória do Mearim.

AHU-ACL-CU-009, Caixa: 42, Doc.: 04149, 1766.maio.01.  Documento reproduzido
 em CD-Rom, no âmbito do Projeto Resgate de Documentação Histórica 
Barão do Rio Branco, desenvolvido pelo Governo da República Federativa do Brasil. 
Catalogado em: BOSCHI, Caio C. Catálogo dos manuscritos avulsos relativos ao Maranhão 
existentes no Arquivo Histórico Ultramarino (Lisboa). São Luís:
 Funcma/AML, 2002. Página 176.

Livros de registro de batismos da Paróquia de N. Sra. de Nazaré dos 
períodos de 1788-1817, 1830-1835 e 1835-1848, recuperados pela Academia 
Arariense-Vitoriense de Letras, sob a guarda da Secretaria da Paróquia de Vitória 
do Mearim.

Livros de registro de óbitos da Paróquia de N. Sra. de Nazaré dos períodos 
1820-1838 e 1838-1863, conservados pela Arquidiocese de São Luís-MA, 
hoje sob a guarda do Arquivo Público do Estado do Maranhão.

Livro de registro de casamentos da Paróquia de N. Sra. de Nazaré 
(1854-1904), sob a guarda da Secretaria da Paróquia de Vitória do Mearim.

BELTRAMI, Rogério. Acordando Palavras Dormidas: pesquisa nos arquivos 
o Carmo sobre a história secular da Igreja e do Convento por ocasião do 
1º centenário da Missão Capuchinha. São Luís: SIOGE, 1994.

CANTANHEDE, Washington. Vitória do Mearim dos Primórdios à Emancipação. 
São Luís: Lithograf, 1998.

CANTANHEDE, Washington. Vitória do Mearim da Emancipação à Era dos 
Intendentes. São Luís: Lithograf, 1999.

IELMETTI, Sergio. Elogio de Eliud Nunes Arouche, Patrono da Cadeira 
Nº 11 da AVL. In: Revista da Academia Arariense-Vitoriense de Letras. 
São Luís: Edições AVL, Ano 1, Nº 3 – Janeiro de 2002.

Outros livros e documentos da Paróquia de N. Sra. de Nazaré referentes 
ao Século XX.

Ciência própria, quanto ao último quartel do Século XX e aos anos 2001-2018.


domingo, 7 de janeiro de 2018

CARTA CIRCULAR - CONVOCAÇÃO

ACADEMIA ARARIENSE-VITORIENSE DE LETRAS


Carta Circular Nº 01/2018-AVL                                                            

São Luís-MA, 05 de janeiro de 2018
Ilustres Confreiras e Confrades,

I-                  CONVOCAÇÃO
Por este expediente, ficam todos os integrantes do Quadro de Membros Efetivos da AVL convocados para as seguintes reuniões:
1ª) No dia 03 de fevereiro de 2018 (sábado), às 15 horas, em 1ª convocação, ou às 15h:30min, em última convocação, no Auditório Sergio Ielmetti, do Centro Social da Paróquia de Vitória do Mearim: ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DE REABERTURA DOS TRABALHOS ANUAIS, COM A SEGUINTE ORDEM DO DIA:
·        Eleição para a Diretoria Geral e o Conselho Fiscal da AVL no biênio fev-2018 a jan-2020
·        Votação da candidatura do músico Gérson de Nazaré Ribeiro Figueiredo como membro correspondente da AVL/Seção de Arari
·        Proposta de reforma estatutária: apresentação oficial, discussão e eventual votação
·        Relatório de Atividades de 2017: apresentação
·        Prestação de Contas de 2017: apresentação, discussão e votação
·        Calendário das Sessões Ordinárias e Solenes de 2018: apresentação
·        Previsão Orçamentária para 2018: apresentação, discussão e votação
·        Programa de Trabalho para 2018: apresentação, discussão e votação
·        Valor da contribuição ordinária para 2018: discussão e votação
2ª) No dia 03 de fevereiro de 2018 (sábado), às 20h:30min, no Auditório Sergio Ielmetti, do Centro Social da Paróquia de Vitória do Mearim: SESSÃO SOLENE DE COMEMORAÇÃO DO 18º ANIVERSÁRIO DA AVL, com programação que incluirá, entre outras atividades:
homenagens de honra ao mérito e entrega do título de Membro Benemérito da AVL a personalidades vitorienses, conforme aprovado nas reuniões de 26.08 e 04.11.2017, realizadas em Arari;
lançamento da edição da Folha da AVL, inclusive com a cobertura das atividades dos últimos dois anos;
posse da nova Diretoria Geral e do novo Conselho Fiscal da AVL;
coquetel de confraternização


II – PRAZO PARA APRESENTAR CHAPAS À DIRETORIA GERAL E AO CONSELHO FISCAL
Nos termos do Regimento Interno da AVL (art. 26, § 1º), é fixado, por este ato, o prazo de cinco dias para apresentação dos requerimentos de registro das chapas concorrentes à Diretoria Geral e ao Conselho Fiscal para o biênio fev-2018 a jan-2020. O referido prazo terá início no dia 8 e término no dia 12 do corrente mês de janeiro.
Portanto, os requerimentos de registro das chapas deverão ser apresentados à Presidência da AVL no período supracitado, podendo ocorrer em Vitória do Mearim ou São Luís, dependendo do que for acertado previamente por telefone ou WhatsApp (98.98841.2894 e 99117.7029); ou, ainda, por e-mail (wlmcantanhede@gmail.com).
Convém observar que, para o próximo biênio, a maioria dos candidatos a membros da Diretoria Geral deve ser de acadêmicos ararienses, enquanto a maioria do Conselho Fiscal deve ser de vitorienses, admitindo-se apenas as chapas que obedeçam a essa exigência estatutária (art. 12, §§ 1º, 2º e 3º).
III – OUTROS ASSUNTOS IMPORTANTES
1)                 Além das solenidades que realizamos nos dias 03.11 e 25.11.2017 em Arari, como é do conhecimento geral, realizou-se no dia 04.11.2017, à tarde, como estava previsto e fora objeto de convocação, também em Arari, no Memorial Padre Clodomir Brandt e Silva, a assembleia geral em que:
foram apresentadas e votadas propostas, devidamente fundamentadas, de nomes de personalidades aptas a receberem, nos termos dos Estatutos e do Regimento Interno, o título de Membro Benemérito da AVL e o diploma de honra ao mérito conferido pela AVL (várias, de Arari, já agraciadas na sessão solene de 25.11);
foi realizada, no processo de admissão do músico Gérson de Nazaré Ribeiro Figueiredo como membro correspondente da AVL/Seção de Arari, a leitura do parecer sobre a elegibilidade;
foi discutida e aprovada, em caráter terminativo, a programação do evento comemorativo do centenário do Padre Clodomir Brandt e Silva pela AVL, realizado, afinal, em 25.11.2017; e
foi deliberado, acerca da vaga destinada, por eleição em 11.07.2015, à Dra. Maria da Graça Ericeira Tanaka (Cadeira 28 do Quadro de Efetivos), que a sua posse será definida em 2018 pela nova Diretoria Geral da AVL, considerando que a acadêmica eleita desistiu de empossar-se em 2017 e apresentou, antes do dia marcado para o ato, motivo de força maior, de amplo conhecimento, para a referida decisão.
 2)     Serão remetidos a todos os acadêmicos, até o dia 20 do corrente mês de janeiro, a proposta de reforma estatutária, as cédulas de votação e maiores esclarecimentos sobre o direito de voto e o processo de votação, de acordo com os Estatutos e o Regimento Interno, quanto às eleições que deverão ocorrer em 03.02.2018.
3)     Solicita-se aos que eventualmente estejam em situação de inadimplência (a última contribuição de 2017 venceu em 30 de agosto; e a primeira de 2018 vencerá no dia 10 do corrente mês de janeiro) que entrem em contato a fim de solucionar a pendência o mais rapidamente possível, providência fundamental para que a AVL funcione e o acadêmico possa votar e ser votado. Até o dia 12 do corrente mês de janeiro será informada a cada acadêmico a sua situação perante a tesouraria da AVL.
Limitado ao exposto, subscrevo-me.

Atenciosamente,

WASHINGTON LUIZ MACIEL CANTANHÊDE

Presidente da AVL

80 ANOS DA PROFESSORA E ACADÊMICA MARIA DOS REIS




Foi comemorado em família, no dia 06/01/2017 os 80 anos da nossa querida confreira a professora Maria dos Reis, ao lado do seu esposo o Sr. Benedito Furtado Mendonça (Bitinho), familiares, amigos e do nosso presidente Washington Cantanhêde . Também esteve presente a acadêmica Darcy Rocha, que  é parenta da aniversariante e sua companheira de magistério.

Abaixo, fotos do evento.

Bitinho, Maria dos Reis, Washington Cantanhêde e Gysele Martins



 Washington Cantanhêde, Maria dos Reis e Bitinho

Darcy Rocha, Washington Cantanhêde e Maria dos Reis


Maria dos Reis dançando com seu marido Bitinho


COMENTÁRIOS DOS CONFRADES SOBRE A PROFESSORA:

"Hoje, estimada Confreira Dos Reis, ao lembrar da data comemorativa dos seus 80 anos, lembrei também do nosso reencontro em 2010 onde vimos nossa inesquecível praça toda reformada, mas sem nossas lindas palmeiras.  Todas haviam 'morrido' e não foram replantadas.  No ano seguinte fomos à Festa de Nossa Senhora de Nazaré e replantamos 10 palmeiras com o seu apoio e demais acadêmicos presentes em Vitória do Mearim. 
Naquelas palmeiras o renascer dos nossos sonhos, símbolo da esperança de que o melhor estar por vir.  Isso lhe transmito: o agradecimento de abraçar o sonho do renascer da nossa Vitória  do Mearim e em especial a você muitas vitórias, felicidades, saúde e alegrias, a força de continuar a replantar sonhos hoje e sempre. PARABÉNS!"
(JOSÉ RIBAMAR FARIAS)

"Oitenta anos de vida representam uma grande vitória. 
Parabéns, minha professora, pela sua vitória e pela sua linda trajetória. 
São os votos de
Arimatea Coêlho e família.)"

"Nossa confreira Dos Reis radicou-se com o marido em Vitória do Mearim no ano de 1964. Então professora normalista (top, à época, para o interior do MA), depois graduou-se e pós-graduou-se na área de Pedagogia. Foi nomeada professora pública municipal de Vitória pelo então prefeito Urany Gusmão da Costa, pai do nosso confrade Eliud Pinto da Costa.
Faz parte de uma plêiade de professoras normalistas que, mesmo não tendo nascido em Vitória, se fizeram vitoriense pelo amor devotado à educação dos filhos da terra, que acabaram abraçando como sua terra. Outros exemplos: nossas confreiras Dracy Ferreira Rocha da Silva, que se casou com o vitoriense, filho de libaneses, Jorge Moisés da Silva, comerciante e político marcante do final do século passado em Vitória; e Maria de Fátima Carneiro Oliveira, que, assim como D. Dos Reis, se casou com não-vitoriense hoje mais vitoriense que muitos nativos do lugar.
Dos Reis, Darcy e Fátima, assim como Padre Sérgio, todos membros da AVL, não-vitorienses de nascença que marcaram a história recente da nossa terra, são tão vitorienses que, mesmo podendo, ao final de uma vida laboral dedicada ao povo do lugar, voltar a residir fora de Vitória, preferiram permanecer na terra que amam, onde nasceram os seus filhos - no caso do nosso pároco emérito, filhos de formação intelectual/moral/religiosa."
(WASHINTON CANTANHÊDE)

  


MARIA DOS REIS ROCHA MENDONÇA

Nasceu em 6 de janeiro de 1938, filha de Raimundo Joaquim Rocha e de Maria Pinheiro Moreno.
Antes de completar um ano de idade, Maria dos Reis foi batizada em Cachoeira pelo padre Eliud Nunes Arouche, na Igreja de Nossa Senhora da Vitória, pois, naquela época, a Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré de Vitória do Mearim abrangia aquele povoado hoje pertencente ao Município de Viana.
Desde muito cedo passando a apresentar forte inclinação para os números, Maria dos Reis sempre foi uma criança dedicada aos estudos, tendo aprendido a ler e escrever, com as duas mãos, aos quatro anos de idade. sendo a sua primeira e única professora, até a 4ª série, a própria mãe.
Em janeiro de 1950, Raimundo e Maria Moreno resolveram dar continuidade aos estudos da filha, que passara dois anos reclamando por isso. Em São Luís, ela entrou para a 5ª série no Ateneu Primário, da Profª Maria Rodrigues Moura Ferro, e, um ano após, tirou dispensa do antigo primário e se preparou para o Exame de Admissão.
Tendo sido aprovada, ingressou na 1ª série, em 1951, no Ateneu, onde concluiu o ginásio. De 1955 a 1957, fez o Curso Normal na Escola Normal do Instituto de Educação, que funcionava no turno vespertino do Liceu Maranhense, na Praça Deodoro.
Formada, o primeiro trabalho de Maria dos Reis foi na  propriedade do Sr. Belim Nunes, onde lecionou para os netos do proprietário rural, no período de março a junho de 1958.
Em agosto do mesmo ano, passou a exercer o cargo de professora em Cajari, onde trabalhou até junho de 1964, assumindo a 4ª série e a direção da escola em que trabalhava. Insatisfeita com o clima político da cidade, ela viajou para São Luís, encontrando-se com o prefeito Urany Gusmão da Costa, de Vitória do Mearim, que a convidou para lecionar nesta cidade.
Nesse mesmo ano, montada a cavalo e acompanhada pelo tio José  Rocha, chegou a Vitória do Mearim, juntamente com os filhos Hilbert e Irley (que faleceu ainda criança), procedente de Cajari, logo passando a lecionar no Grupo Escolar Estado do Espírito Santo, do qual foi diretora durante um ano. Permaneceu em Vitória após Urany ter concluído o seu mandato (31.01.66) e Dr. José de Ribamar de Matos, eleito como seu sucessor, assumido o cargo de prefeito.
Eleito Cristóvão Dutra Martins para o triênio 1970-73, logo escolheu Maria dos Reis Rocha Mendonça para Secretária Municipal de Educação, cargo que exerceu com honestidade, justiça e elevado grau de competência, destacando-se por tratar a todos, partidários e adversários políticos, sempre com a mesma distinção e cordialidade.
Além disso, colaborou com a criação da Escola Normal Ana Bogéa Gonçalves, fundada em 1971 por Cristóvão. Maria dos Reis foi, inclusive, a sua primeira secretária.

Em 1972 assumiu a presidência da Associação dos Professores de Vitória do Mearim, fundada por D. Mota, Arcebispo de São Luís.
A sucessora de Cristóvão foi Maria do Socorro Sampaio de Matos, que também escolheu Maria dos Reis para Secretária Municipal de Educação e Cultura no quadriênio 1973-77, nela depositando confiança necessária para que a mesma pudesse desenvolver trabalhos significativos nas áreas da educação e da cultura.
Em 1979, já notável como a grande professora de matemática de Vitória, recebeu uma casa da Cohab no Conjunto Habitacional Vinhais e deixou Vitória do Mearim, pois precisava dar continuidade à educação dos filhos. Seu marido, Benedito Furtado Mendonça (Bitinho) continuou trabalhando no município de Vitória, na Fundação Nacional de Saúde, antiga SUCAM. Ao chegar em São Luís, ela foi dirigir a Unidade Escolar de Bequimão, atual Unidade Integrada Profº Rubem Almeida, pois já era formada em Pedagogia – Habilitação Administração Escolar, grau que alcançou graças aos conselhos do ex-prefeito Cristóvão Dutra Martins, de Buzica e da profª. Dorila, que a incentivaram insistentemente, sabedores das suas aptidões e  potencialidades. Em seguida, foi para a Unidade Integrada Nascimento de Moraes, onde se aposentou, após 25 anos de trabalho, tendo ainda exercido a função de Professora de Matemática, de 1983 a 1986,  no Instituto Menino Jesus de Praga, na Cohama, e o cargo de diretora do Jardim de Infância Balão Mágico, no Vinhais, de 1985 até os primeiros anos deste século. 
Dona de um amor verdadeiro por Vitória do Mearim, que não pode ser esquecido em momento algum, voltou - filhos criados, netos nascendo e aposentadoria consumada - para fixar uma de suas residências, com o marido, na terra onde nasceu a maioria dos filhos do casal, assim como fizeram o mesmo na Cachoeira de sua infância, onde mantêm uma propriedade rural.
Católica praticante, viveu e vive engajada em atividades da Igreja, tanto em São Luís quanto em Vitória.
Convidada por fundadores da Academia Arariense-Vitoriense de Letras  para integrar os quadros desta entidade, ela tomou posse na Cadeira 2 da AVL, patroneada por André Lobato Martins (pai de Cristóvão Dutra Martins), no dia 26.01.2002, quando o sodalício completava dois anos de existência.
Recordou a professora no seu belo discurso de posse:
"O ano era 1977, eu lecionava Matemática na 8ª série, entrou na sala o diretor da CNEC e na intenção de estimular os alunos à instrução e à cultura, falou: – Daqui a 100 anos, quando seus netos olharem uma escola com o nome Maria dos Reis Rocha Mendonça, vocês dirão: ‘ela foi minha professora’ – e farão elogios. Eu pensei: “Quando eu morrer, não vale.  Quem tiver de fazer algo por mim, que o faça enquanto viva, porque, depois que sair deste mundo, só preciso do amor e da justiça de Deus”. Demorou 24 anos. Em uma bela manhã do mês de junho, recebi a honrosa visita de Dr. Washington e Dr. Almir, membros fundadores da AVL, nascida a 29 de janeiro de 2001. O objetivo da visita foi me convidar para integrar esta Academia. Surpresa agradável; de imediato fiquei perplexa, porque aquela Academia até o momento estava sendo composta de promotor, procurador de justiça, historiador, médico, poeta, cronista, palestrista, juiz, geógrafo, pesquisador, cientista, ensaísta, economista, sacerdote, odontólogo, tradutor, escritor, jornalista, literato...
– Por que eu?
A resposta foi: – Pelos serviços prestados em Vitória do Mearim.
Revendo os nomes dos patronos, encontrei André Lobato Martins e logo motivo para elogiá-lo."


(Dados biográficos extraídos dos discursos de posse e de recepção de Maria dos Reis Rocha Mendonça na AVL, proferidos na noite de 26.01.2002; o de recepção, pelo poeta Arimatea Coelho)

A VIAGEM INCONCLUSA, REMEMORADA 30 ANOS DEPOIS

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