quinta-feira, 30 de novembro de 2017

AVL COMEMORA CENTENÁRIO DO PADRE BRANDT E SILVA EM ARARI


ALGUNS REGISTROS DA SOLENIDADE
25/11/2017









José Augusto recebe Colar e Diploma de membro correspondente da AVL
(Cadeira 5- Seção Arariense) das mãos do acadêmico Raimundo Rocha Filho

Raimundo Rocha Filho, Paulo Eduardo de Sousa Pereira (membro do IHGM),
presidente Washington Cantanhêde e vice-presidente Arimatéa Coelho

Mesa diretora 

José Augusto Silva Oliveira, sobrinho do padre Brandt,
ao lado da efígie

Capa da edição especial da Folha da AVL


Artigos publicados pela acadêmica Dinacy Corrêa sobre o padre Brandt


Fac-símile da capa da Edição especial da Folha da AVL

LEIA NA ÍNTEGRA A EDIÇÃO ESPECIAL DA FOLHA DA AVL 
ACESSANDO O LINK ABAIXO
http://avl-academiadeletras.blogspot.com.br/p/folha-da-avl-ano-xvii-edicao-especial.html



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Publicamos esta belíssima crônica escrita pelo escritor arariense José Maria Costa.


Crônica: 
Um Tempo do  avesso: Brandt e Silva.

José Maria Costa (*)

Ele era assim...
Já tinha os cabelos brancos, que se arrepiavam com o namorar do vento, e os óculos de aro pesado.
Pelos corredores do Colégio Arariense, quando agitado, andava em passos rápidos. Mas a sola do sapato era tão macia, que surpreendia alunos e alunas em algazarra. “Seu bode, vem cá” — era a expressão mais usada. Muitas vezes sobrava tapas e “bolachas” no pé do “escutador de conversa” e muita sorte tinha o indivíduo se “maria pretinha” não lhe afagasse as mãos.

Tinha nos olhos um misto de azul com verde esmeralda — e com eles mirava toda a classe por cima. Foi brabo nas décadas de 50, 60 e até metade da década de 70. Depois se amansou, reencontrou-se com a experiência de vida, e passou a fazer literatura. Como escritor, um gênio de pensamentos filosóficos. Foi um idealista, à frente de uma Arari necessitada e carente de quase tudo. Desta bebeu o doce sabor do poder e provou do sabor amargo das decepções, gosto que só aqueles que esquecem os retrovisores da vida sentem, degustam, e seguem em frente, pois afinal a vida é um tecer constante de imaginação e sonhos.

Influenciava no comportamento dos alunos do Colégio Arariense, interno e externamente. Vejamos: o melhor bar nas redondezas do Colégio era o Palhoção. Ali, nenhum aluno ousava adentrar uniformizado com o distintivo do Colégio Arariense para “jogar bilhar”, senão, ao chegar à escola prestava-lhe conta. No mínimo uma suspensão.

Quando estava embestado de “piti”, colocava todo o Colégio Arariense em fila indiana, postava-se em pé, e todos os alunos passavam em revista por ele erguendo a barra da calça e mostrando-lhe a meia preta, prova que o fardamento estava em ordem. Ali era retido quem não estava com o fardamento completo, ou o uniforme não adequado ou paisanos.

Depois que todo o Colégio era passado em revista, os retidos para permanecerem dentro do prédio tinham que confessar o porquê estavam, digamos assim, descaracterizados.

Para adentrar no Colégio Arariense, aquele sino fazia barulho às 7:30h, para alunos da manhã, às 13:15h para os da tarde e às 18:00h para a “santíssima” galera da noite.

Este bendito sino também servia de terapia para alunos rebeldes que tinham que ficar debaixo dele até a boa vontade de Clodomir reinar. Claro, nenhum aluno ia para debaixo do sino porque estava rezando.

Clodomir era esportista, gostava de futebol. Houve um tempo que Arari tinha apenas uma quadra de futsal: a Quadra do Padre. Toda juventude ia pra lá. Uma lanchonete com grife. A lanchonete da Quadra do Padre, sob o comando dos eternos Miguel e Dico Silva, regada com refresco de coco, bananada e abacatada, e muita alegria juvenil. À noite, aquele espaço era o point da juventude de Arari.

O clássico colegial, sempre foi Colégio Arariense e Colégio Comercial. Era como se fosse o Fla x Flu, ou Corinthians e Palmeiras. Era um clima de festa, futricas e fofocas na cidade. Era o Jogo.

Houve um tempo em que Arari só tinha um campo de futebol. Sim, o Campo do Padre. Só tinha um jornal: o jornal Notícias  do Padre. E nós que temos o juízo no lugar, sabemos que existe uma Arari antes do padre Brandt, uma Arari depois do padre Brandt, e esta cidade de hoje, que colhemos os frutos do que ele plantou.

Do profissional do Direito a políticos, jornalistas, escritores, músicos, compositores, maestros e pessoas comuns, se esteve ou passou por Arari, bebeu do saber de Clodomir Brandt e Silva.

Muitas vezes saía a caminhar a pé por Arari, usando chapéu ou com o seu guarda sol preto. Era centralizador, mas bastava convencê-lo com argumentos cabíveis que ele cedia. Montou um teatro em Arari. E ali montei a minha primeira peça para o teatro: Castigo Dividido.

Dificil olhar para Arari e não ver a contribuição do padre Clodomir em tudo. Neste 2017, ano que celebra-se o Centenário do seu nascimento, é importante que cada um de nós ararienses reflitamos o quanto esse colinense enobreceu o nome Arari.

Nunca quis promoção eclesiástica para não ter que ir embora de Arari — e por isso e mais que por isso, por tudo que fez. Olha, qualquer homenagem que prestarmos a Clodomir Brandt e Silva, cá entre nós, é pouca por tudo que ele fez e pelo legado que deixou a cada um arariense.

Se formos escrever sobre o padre Clodomir, teremos muito a derramar tintas sobre papel.
Ah, o seu corpo repousa no interior da igreja Matriz de Arari.
Padre Clodomir Brandt e Silva, eu sinto saudades de você!

* José Maria Costa (foto abaixo) é Morador do Arari. Hospeda-se em São Paulo desde 1981. Cronista, romancista, compositor, autor dos livros: Sermão Vermelho, Rua da Beira, Água com Bacuri, Lucianna e Avenida Arari.

Ex-aluno do Colégio Arariense.



















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CONVOCAÇÃO - PRESIDÊNCIA DA AVL

1.      Por este expediente, apraz-me convocá-los para as solenidades que a Academia Arariense-Vitoriense de Letras realizará em comemoração ao centenário do patrono da sua cadeira 09, Pe. CLODOMIR BRANDT E SILVA, no dia 25.11.2017, na cidade de Arari-MA, com a seguinte programação: 
  
19h:30min - Inauguração das efígies do homenageado, no Memorial Padre Clodomir Brandt e Silva e no Colégio Arariense 
20h:30min - Sessão solene festiva, no pátio do Colégio Arariense, com pauta que incluirá:
- pronunciamentos do pároco de Arari, Pe. Raimundo França, e dos membros efetivos da AVL Éden Soares, Creuza Ribeiro e Nerly Cutrim
- apresentações culturais de alunos do Colégio Arariense: jogral e banda musical
- entrega de diplomas a amigos da memória do Padre Clodomir Brandt e Silva
- posse de José Augusto Silva Oliveira como membro correspondente da AVL (ex-reitor da UEMA e sobrinho do homenageado)
- lançamento de edição especial da Folha da AVL, comemorativa da efeméride

2.      Ressalte-se, ainda, que a nossa Academia precisa apoiar a programação cultural e religiosa diurna em comemoração ao centenário do Pe. Clodomir Brandt e Silva, razão pela qual espera-se que todos os confrades e confreiras dela participem, como segue:

05h:00min – Alvorada – programa radiofônico (revival da Voz de Arari) 
06h:00min – Alvorada volante – banda musical do Exército Brasileiro
09h:00min – Missa em ação de graças – Igreja Matriz
10h:00min – Retreta – banda musical do Colégio Arariense – Praça da Bandeira
10h:00min (início) – Atividade “Arari, olhe para o céu” – Praça da igreja matriz - iniciativa de Antônio José Silva Oliveira, Prof. Dr. em Física Atômica e Molecular da UFMA; sobrinho do Padre Brandt. Dr. em Física 
Atenciosamente,  

WASHINGTON LUIZ MACIEL CANTANHÊDE
Presidente da AVL











Reiterando a convocação para as nossas primeiras reuniões de novembro:
a)   Dia 03 de novembro de 2017, sexta-feira (entre o feriado nacional de 02.11 e um final de semana), às 20 horas, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Arari, sessão solene, com a seguinte ordem do dia:

- Homenagem à ilustre arariense Francisca Ribeiro Soares (D. Nini Soares), recentemente falecida, viúva e mãe de marcantes personalidades da AVL/Seção de Arari;

- posse do paleontólogo/arqueólogo maranhense Deusdédit Carneiro Leite Filho na Cadeira 06 do Quadro de Correspondentes (Seção Arariense; patrono: José Moreira); e

- apresentação e autógrafos dos novos livros da acadêmica Dinacy Mendonça Correa.


b) Dia 04 de novembro de 2017, sábado, na sede da AVL em Arari, sita no Memorial Padre Clodomir Brandt e Silva, às 15 horas, em primeira convocação; ou às 15h:15min, em segunda; e às 15h:30min, em última convocação, assembleia geral, com a seguinte ordem do dia:

- apresentação e votação de propostas,devidamente fundamentadas, de nomes de personalidades aptas a receberem, nos termos dos Estatutos e do Regimento Interno, o título de Membro Benemérito da AVL, inclusive do ex-reitor da UEMA, professor José Augusto Silva Oliveira;

- apresentação e votação de propostas,devidamente fundamentadas, de nomes de personalidades aptas a receberem diploma de honra ao mérito conferido pela AVL;

- processo de admissão do músico Gérson de Nazaré Ribeiro Figueiredo como membro correspondente da AVL/Seção de Arari: leitura do parecer sobre a elegibilidade;

- discussão e aprovação finais da programação do evento comemorativo do centenário do Padre Clodomir Brandt e Silva pela AVL, em 25.11.2017;

- deliberação acerca da vaga destinada, por eleição em 11.07.2015, à Dra. Maria da Graça Ericeira Tanaka (Cadeira 28 do Quadro de Efetivos), cuja posse fora marcada no final de 2016, de comum acordo, para 16.09.2017, agendamento homologado na assembleia geral de 11.02.2017 como data inadiável para a posse, considerando que ela, entretanto, desistiu de empossar-se em 2017 e apresentou, antes do dia marcado para o ato, motivo de força maior, de amplo conhecimento, para a referida decisão.

Dada a importância de cada uma dessas reuniões, aguarda-se o comparecimento de todos.
Pede-se a justificativa de eventual impossibilidade de comparecimento, notadamente dos acadêmicos que, embora residindo no Maranhão, não tenham comparecido às reuniões realizadas desde agosto de 2016, considerando o que prevê o estatuto da AVL.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

POSSE DE DEUSDÉTDIT CARNEIRO LEITE FILHO EM ARARI



Dia 03 de novembro de 2017, sexta-feira, às 20 horas, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Arari, sessão solene, com a seguinte ordem do dia:

Homenagem à ilustre arariense Francisca Ribeiro Soares (D. Nini Soares), recentemente falecida, viúva e mãe de marcantes personalidades da AVL/Seção de Arari;



Fotos familiares de Dona Nini Soares (Facebook de Rômulo Soares)


posse do paleontólogo/arqueólogo maranhense Deusdédit Carneiro Leite Filho na Cadeira 06 do Quadro de Correspondentes (Seção Arariense; patrono: José Moreira); e




apresentação e autógrafos dos novos livros da acadêmica Dinacy Mendonça Correa.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

AVL REALIZA SESSÃO SOLENE EM VITÓRIA DO MEARIM



SESSÃO SOLENE DA ACADEMIA ARARIENSE-VITORIENSE DE LETRAS - AVL EMPOSSA NOVO MEMBRO, PRESTA HOMENAGENS E LANÇA LIVROS EM VITÓRIA DO MEARIM

Em cerimônia realizada no dia 9 de setembro, na Casa do Professor, em Vitória do Mearim, presidida pelo Dr. Washington Cantanhede, às 21h, a AVL outorgou os títulos de Sócios Beneméritos a dois ilustres vitorienses: José dos Santos Barros (Zequinha Barros), sob o patronato do seu bisavô Major Pedro Nunes Cutrim e Juarez de Jesus dos Prazeres, cujo patrono foi o músico Paulo de Figueiredo Barros e deu posse ao Dr. Antônio de Pádua Santos na Cadeira 3 do Quadro de Correspondentes (por Vitória do Mearim), sendo o mesmo recepcionado pela acadêmica Maria do Amparo Coelho dos Santos. 
Na ocasião, houve o lançamento das obras da confreira professora Dinacy Mendonça Corrêa (Da Literatura Maranhense: o Romance do Século XX e Um Cordel para São Benedito, 3ª edição). 
Também houve a apresentação dos dobrados Os Melecos e Capitão Pedro Lópes Gonçalves, de autoria do patrono Lourenço Pereira Pinto, recuperados pelo acadêmico Pedro Barros Neto. 
Diogo Barros, Vanja, Patrícia e Carla, filhos de Zequinha Barros, e  Glaciane Barros, sobrinha-neta, estiveram presentes representando a família em tão importante momento. Familiares do patrono do Dr. Pádua, Derval Alves da Silva, também compareceram ao evento.
Também participaram do evento os acadêmicos Nerly Cutrim, Raimundo Rocha, Airton Marinho, Arimatéa Coelho (vice-presidente), o sócio-correspondente Juvenal Vieira e as acadêmicas Maria dos Reis Rocha Mendonça, Fátima Carneiro, Darcy Rocha, Maria do Amparo Coêlho, Gisele de Jesus Soarese Creuza Ribeiro.
A AVL vem cumprindo seus objetivos estatutários e sempre procura valorizar as personalidades marcantes dos municípios que representa - Arrai e Vitória do Mearim. Dezenas já foram homenageados e há muitos listados para receber honrarias da AVL.
Nas fotos abaixo, o registro da sessão.
(Texto: Paulo Tarso Barros, ocupante da Cadeira nº 31 da AVL)
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Mesa diretora 



José dos Santos Barros exibe com alegria
o seu diploma

Juarez de Jesus Prazeres (camisa azul,
seguido pelo acadêmico Airton Marinho)

Carla, Patrícia, Diôgo e Vanja, filhos de Zequinha Barros,
ao lado da Acadêmica Dra, Amparo Coêlho

Os Acadêmicos Dra. Amparo Coêlho e Dr. Nerly Cutrim
entregam o Diploma a Vanja Barros



Dr. Antônio de Pádua fazendo seu discurso

Dr. Antônio de Pádua sendo saudado
pelo Acadêmico e poeta Arimatea Coêlho, vice-presidente da AVL


Acadêmicos Airton Marinho, sócio-correspondente Juvenal Vieira,
Mariano Costa, Nerly Cutrim

Dinacy Corrêa, Antônio de Pádua, Washington Cantanhêdee
Maria dos Reis




Nas fotos abaixo, aspecto do auditório da Casa do Professor


Juarez Prazeres, Carlos Benedito Alves da Silva (Garoto)
e sua irmã Rosinha (filhos do patrono Derval Alves da Silva);
Patrícia Baros e Digo (filhos de Zequinha Barros)



Fotos cedidas por:
Glaciane Barros, Paulo Rogério Sampaio e Dinacy Corrêa

terça-feira, 13 de junho de 2017

VITÓRIA DO MEARIM SE DESPEDE DO PATRIARCA MÁRIO PINTO


Morreu hoje (13/06/2017), às 8h, em sua residência na Rua Urbano Santos, o Sr. Mário de Lemos Pinto, aos 94 anos (nasceu em 25/07/1922), figura notável, conhecidíssima e muito querida em nossa terra e considerado um dos homens mais trabalhadores da cidade.
Era um profissional polivalente, um faz de tudo, que trabalhava como pedreiro, carpinteiro, encanador, agricultor, vaqueiro, comerciante, etc. Sempre teve em sua casa uma espécie de "almoxarifado" bem sortido com canos de PVC, torneiras, conexões, vergalhões de várias bitolas, arames, pregos, ripas, tábuas, estacas, ferramentas -- enfim, vários materiais que a qualquer hora poderiam "quebrar o galho" de alguém que quisesse fazer um pequeno reparo. Foi trabalhando duro, diuturnamente, que ele criou seus filhos com dignidade.

Foi casado com Dona Maria José (falecida em 19/03/2008), e deixou os filhos Pepeta, Rosenilde, Meire, Lica, Célia, Boca (já falecido), José Mário e Kleino.


(Paulo Tarso Barros)





Com informações do nosso presidente da Academia Arariense-vitoriense de Letras, Dr. Washington Cantanhede, postamos esta matéria para fazer o registro e deixar as nossas homenagens e condolências à família do Sr. Mário. Segundo nosso historiador, ele era "filho de Francisco Raimundo Pinto e neto do segundo intendente de Vitória do Mearim (1897-1900), Silvestre Antônio Pinto, filho de Arari, onde estão as raízes da família Pinto ainda quando surgia o povoado, no início dos anos 1800. Ligado por laços familiares as famílias vitorienses Mattos e Macedo (esta, por sua vez, sucedânea de um dos ramos dos Maciel Aranha), Mário Pinto é o pai de José Mário Rodrigues Pinto, do advogado Kleino Carlos Rodrigues Pinto e de Rosenilde Pinto Dutra, esposa de Antônio Benedito Macedo Dutra (Mandu), seu primo e, portanto, sobrinho também de Mário Pinto. Entre esses (parentes) colaterais está o nosso confrade Airton Marinho Macedo, sobrinho do falecido. Mário Pinto era irmão, pelo lado paterno, de Antônio Ademar Macedo (Deco Pinto), pai de Aírton e patrono da cadeira 3 da AVL, fundada e ocupada pelo poeta e contista vitorienses Agnor Lincoln da Costa".

Foi Decretado pela Prefeita Dídima Coelho 3 dias de luto oficial em nosso município.




A Dra. Amparo Coelho, integrante da AVL, deixou esta mensagem à família do Sr. Mário:
"Lamento profundamente o falecimento de Mário Pinto. Para mim sempre um prazer incomensurável cumprimentá-lo quando sentado se encontrava em frente ao seu comércio. Da antepenúltima vez que estive em Vitória, conversei bastante com ele. E, ainda, me convenceu a comprar duas abóboras que de tão bonitas que eram permaneceram sobre uma mesa decorando minha residência aqui em Parnaíba, por dois meses , até que se decompuseram.
Desejo prestar meus sentimentos à família de Mário Pinto. Cidadão criterioso, trabalhador e que soube honrar a prole que constituiu com sabedoria, ao lado da esposa, D. Maria, abnegada mãe e ainda parente pelo lado materno de Iolanda Coêlho, minha genitora.
Que todos os familiares do falecido possam receber o amparo neste momento de perda e de dor!

Com certeza Mário Pinto será recebido por Deus com os aplausos que merece e colocado em lugar onde os bons devam ter a VIDA ETERNA!"


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O BELO TEXTO QUE A NETA ROSELINE DUTRA ESCREVEU PARA O SEU AVÔ MÁRIO PINTO
Roseline Dutra, neta de Mário Pinto

Mario de Lemos Pinto, 94 anos, podemos compará-lo a um jequitibá, resistente, longevo e grandioso. Além dessas características nosso querido seu Mário, como era conhecido por todos, também tinha em seus pulmões uma inegável força para chamar seu gado. Lembro bem, em uma tarde de domingo em meio a uma sangria e uma pressa que lhes eram típicos me pediu para levá-lo até sua gleba Jejuí... o motivo era que precisava ir no cercado para ver seu gado. Chegando lá viu que não estavam onde deveriam estar e então fomos em busca do seu gado desgarrado e quando a minha admiração de longe seu pequeno gado o reconhecera e ele me disse: Tá veno eles não obedecem ninguém... só eu...e então ele começou a aboiar seu gado. Ê, ê ô, eê carralo..ê ów boi... eles muito obedientes o seguiram e eu tive a felicidade de testemunhar e documentar aquele vaqueiro de andar cansado mas de muita fibra, conduzir sua boiada até o cercado. E assim com a mesma pressa depois de ajudá-lo a cumprir sua missão... Ele me disse uma frase que ficará eternizada como sendo seu dizer único: "CUIDA RAPAZ..DIPRESSA..VAMO P CASA" — e,  dentre esses dizeres, muitos outros ficaram em nossas lembranças,  como o bordão "te alivanta, Lourival". Com o trabalho do campo, juntamente com sua querida Maria foram gerados 8 filhos, 18 netos, 16 bisnetos e 1 trineto e sua árvore cresce e evolui a cada ano. Seu legado meu velho, meu guerreiro é sua força, sua garra, sua fibra. Homem do campo de hábitos simples e de grandeza de espírito. Seus filhos têm como exemplo sua dignidade, sua luta com a terra e seu gado, sua lavoura, lugar de onde sustentou seus descendentes. Hoje damos adeus, devastados, mas na certeza que o senhor cumpriu seu papel aqui na Terra e que nós seus descendentes vamos fazer aqui uma promessa, de zelar por tudo que nos deixou. Iremos honrar sempre seu nome e carregaremos com muito orgulho seu sobrenome Pinto. Na certeza que agora ao lado de vovó Maria e meu tio Boca, e de todos nossos entes queridos que se encontram nos braços do Pai irão nos proteger. Um vazio enorme atravessa nosso peito, mas de uma coisa nos orgulhamos, porque somos filhos do campo, descendente desse homem da roça, comerciante e nobre cidadão vitoriense. Amo você, meu vôzinho querido. Pudera Deus permitir que todos nós chegássemos aos 94 anos com tanta vitalidade. Para nós você será sempre o nosso patriarca, contador de histórias, comerciante esperto como nunca se viu, cuidador de sua terrinha a gleba Jejuí que adorava andar de bicicleta seus xodós são sua burrinha Siririca e sua pampa Lilica. Rsrs... Nós seus descendentes agradecemos por todos os ensinamentos e as histórias de vida que nos servem de exemplo e que serão perpetuado por nós sua Família Pinto. Adeus, vovô. Descanse em paz!

Por Roseline "Pinto" Dutra 

Sra. Adélia Matos, Mário Pinto, Dona Maria José e José Mário Pinto


Paulo Tarso Barros conversando com Mário Pinto (setembro 2016)
















A VIAGEM INCONCLUSA, REMEMORADA 30 ANOS DEPOIS

  Na estrada, a morte súbita do prefeito Jorge Moisés ao anoitecer. As consequências políticas do fato histórico vitoriense. Por Washington...